A comparação que mais machuca é com quem está perto. O milionário da internet quase não incomoda.
Alguém respondeu numa caixinha no Instagram: “eu já deveria ter resolvido isso”. Quando conversei com essa pessoa, apareceram coisas que quase todo mundo conhece. O parente que, na mesma idade, já tinha casa própria. O amigo que ganha menos e deu o passo que você ainda não deu. A pessoa de “vida perfeita” nas redes sociais.
A gente mede a própria vida pela régua dos outros. Quanto mais perto está a pessoa comparada, mais dói. Não dói comparar com um bilionário. Dói comparar com o primo.
O problema é que essa comparação quase nunca é justa. Ela ignora a história de cada um, o ponto de partida e tudo o que não aparece no feed. O cérebro não faz essa conta. Ele só enxerga a distância.
É um tipo de dor que não aparece no extrato. E ela não se resolve só com vontade de mudar. Se resolve olhando para o que você quer e para o que dá para construir a partir do que você já tem.
É o que acontece quando alguém vê a foto do colega de escola num carro novo e passa a semana se sentindo atrasado, sem saber se o carro foi pago à vista ou parcelado em sessenta vezes.
Com quem você anda se comparando, e essa régua é sua?